A Anvisa realizou uma operação de fiscalização em 20 de fevereiro de 2026 para retirar do mercado lotes falsificados de medicamentos como Mounjaro e botox. A ação tem como objetivo proteger a saúde pública contra produtos sem procedência que oferecem riscos aos consumidores.
A fabricante do Mounjaro no Brasil, a Eli Lilly, informou que o lote D838838 apresenta indícios de falsificação. A empresa destacou que a impressão do rótulo está levemente borrada nas unidades irregulares. A agência determinou que qualquer unidade desse lote não deve ser consumida. Também foram proibidas a venda, o transporte, o armazenamento, a distribuição e a importação desses produtos.
A empresa ABBVIE Farmacêutica informou que não reconhece o lote C7936C3 de botox. As unidades desse lote apresentam dados inconsistentes com o produto original, como datas de fabricação e validade diferentes. Há suspeita de adulteração. Produtos sem registro oficial podem conter substâncias desconhecidas e causar reações alérgicas graves ou infecções sistêmicas. O uso da toxina botulínica exige pureza absoluta para garantir segurança em procedimentos estéticos e terapêuticos. Sem o controle da Anvisa, não há garantia sobre o conteúdo do frasco.
A fiscalização também atingiu farmácias magistrais que manipulavam implantes hormonais com a substância nestorone. A Anvisa comprovou que esse ativo não tem avaliação de eficácia e segurança aprovada pelas autoridades sanitárias brasileiras para essa finalidade.
A publicidade de produtos de cannabis da empresa Prati Donaduzzi foi suspensa em redes sociais e no site do fabricante. A decisão tem base no artigo 12 da RDC 327/2019, que estabelece regras rígidas para a divulgação desses itens ao público. A Anvisa monitora canais digitais para evitar que promessas de cura milagrosa substituam o diagnóstico profissional.
Os produtos das marcas ShoopNatu e da empresa Calixto & Alberton foram apreendidos. Entre eles está o chamado Ozempic Natural. Esses itens eram vendidos sem registro, notificação ou cadastro sanitário válido e fabricados por empresa sem autorização para fabricação de medicamentos. Produtos como Ora Pro Nobis e Ginkgo Biloba dessas fabricantes também foram retirados de circulação por falta de registro ou cadastro na Anvisa. A agência alerta que a fabricação por empresas não autorizadas impede a rastreabilidade em casos de contaminação por metais pesados ou bactérias.
A orientação da Anvisa é que o consumidor consulte a lista completa no portal oficial da agência para confirmar o número do lote. Se houver coincidência, o produto não deve ser usado e o estabelecimento vendedor deve ser notificado para fazer a devolução. Em caso de reações adversas após o uso de medicamentos suspeitos, o paciente deve procurar atendimento médico urgente.