A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização de 23 produtos da marca Now Foods. A decisão, formalizada pela Resolução (RE) 2.110/2026, também inclui o recolhimento de itens manipulados pela Injemed Medicamentos Especiais Ltda e do medicamento Aldomet, da Aspen Pharma.

A empresa Uptown Comércio e Serviços Ltda, responsável pela divulgação e venda dos produtos Now Foods pela internet, não possuía registro, notificação ou cadastro oficial junto à agência reguladora. A ausência de autorização impede a avaliação da qualidade e segurança das substâncias por técnicos especialistas. A Anvisa ordenou a apreensão imediata de todos os itens da marca em estoque para evitar o consumo de formulações que podem oferecer riscos desconhecidos.

A lista de produtos suspensos da Now Foods inclui suplementos e extratos vegetais. A medida busca conter a expansão de um mercado não autorizado que opera fora das normas sanitárias brasileiras.

Em Belo Horizonte (MG), a vigilância sanitária estadual e municipal inspecionou a Injemed Medicamentos Especiais Ltda. A fiscalização constatou a manipulação irregular de produtos estéreis, desrespeitando os protocolos técnicos da RDC 67/2007. A Anvisa ordenou o recolhimento de todos os medicamentos estéreis produzidos pela empresa até 19 de dezembro de 2025. O uso desses itens é considerado inseguro e a suspensão visa impedir complicações causadas por possíveis contaminações.

A Aspen Pharma iniciou o recolhimento voluntário do lote P0019875 do medicamento Aldomet 250mg. Foi detectado um erro na embalagem: blisters de 250 mg foram inseridos por engano em caixas de 500 mg. O Aldomet é utilizado no tratamento para controle da pressão arterial.

A orientação para quem possui qualquer um dos produtos citados é parar o uso imediatamente. No caso do Aldomet, o paciente deve contatar o serviço de atendimento ao cliente do fabricante para verificar a integridade da medicação antes de continuar o tratamento. A vigilância sanitária reitera que o uso de produtos sem registro ou com desvios de qualidade pode causar riscos à saúde e efeitos adversos imprevisíveis. Em caso de dúvida, o consumidor deve consultar um farmacêutico ou médico e evitar a compra de itens em canais digitais sem garantia sanitária verificável.

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César Walsh

Economista e financeiro com vasta experiência em grandes hospitais, César Walsh, atualmente, dedica-se como hobby a produzir conteúdos na área da saúde, compartilhando insights no Ortopedista de Ombro blog.