A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição de um lote específico de um sabonete líquido popular. A medida cautelar foi emitida em 2025 e atinge o Sabonete Líquido Phebo Tradicional Alecrim, lote 110, fabricado em outubro de 2025.
A decisão foi tomada após análises de laboratório identificarem a presença de bactérias nocivas no produto. Foram detectados os microrganismos Pseudomonas aeruginosa e Burkholderia cepacia, que representam um risco sanitário.
De acordo com a agência, essas bactérias são consideradas oportunistas. A Pseudomonas aeruginosa pode causar infecções graves em olhos, ouvidos e pele, além de problemas respiratórios. Já a Burkholderia cepacia é particularmente perigosa para pessoas com doenças respiratórias crônicas.
A fabricante do produto informou que o problema foi causado por uma falha pontual no processo de fabricação. A empresa iniciou um recolhimento voluntário do lote, mas a Anvisa oficializou a proibição para garantir que nenhuma unidade permaneça em circulação.
A orientação para quem possui o sabonete do lote 110 em casa é suspender o uso imediatamente. O descarte deve ser feito com a embalagem fechada, dentro de um saco plástico, para evitar a propagação das bactérias.
Os consumidores que quiserem solicitar a troca ou o reembolso do produto podem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) da fabricante. O telefone para contato é o 0800-775-2929 e o e-mail é [email protected].
A empresa afirmou que os demais lotes e outras fragrâncias da linha de sabonetes Phebo não foram afetados e permanecem seguros para o uso normal. A Anvisa continua monitorando o processo de recolhimento do lote interditado.
Caso uma pessoa apresente irritações na pele, febre ou qualquer sinal de infecção após ter usado o sabonete, a recomendação é buscar atendimento médico. É importante também registrar o ocorrido nos canais oficiais de vigilância sanitária.
A Anvisa mantém o sistema Notivisa para receber relatos de problemas com produtos sob sua vigilância. Notificar a agência sobre eventos adversos ajuda no monitoramento da qualidade e na proteção da saúde pública.
Este caso serve de alerta para que os consumidores verifiquem sempre o número do lote e as informações nas embalagens dos produtos de higiene pessoal. A ação rápida da Anvisa demonstra o funcionamento dos mecanismos de controle de qualidade no país.
A agência reguladora tem a responsabilidade de monitorar cosméticos e saneantes, assegurando que eles não ofereçam riscos à população. Incidentes como este, embora pontuais, reforçam a necessidade de atenção constante tanto das autoridades quanto dos fabricantes.