A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da comercialização e do uso do suplemento alimentar Rosabella Moringa Capsules em todo o Brasil. A decisão atinge mais de 50 lotes do produto e tem caráter preventivo.
A medida foi tomada em resposta a um alerta internacional sobre um surto de infecções causadas pela bactéria Salmonella. O surto, envolvendo uma cepa resistente a antibióticos, foi identificado inicialmente nos Estados Unidos.
A contaminação está associada a unidades do suplemento fabricadas pela empresa Ambrosia Brands LLC. A Anvisa seguiu orientação do órgão regulador norte-americano, o FDA.
Produtos à base de Moringa oleifera já têm sua comercialização restrita no país desde 2019 por falta de comprovação de segurança. Embora não haja registro de importação formal do suplemento, a agência monitora sua venda irregular em plataformas de comércio online.
A resolução RE 1.245/2026, publicada pela Anvisa, lista os números específicos dos lotes suspensos. Consumidores que possuírem o produto devem verificar a numeração na embalagem e interromper imediatamente o uso.
A bactéria Salmonella encontrada neste caso é resistente a tratamentos com antibióticos comuns. Isso pode dificultar o combate à infecção, exigindo medicamentos mais potentes.
Os sintomas da salmonelose geralmente aparecem entre 12 e 72 horas após a ingestão do alimento contaminado. Eles incluem diarreia severa, febre alta e cólicas abdominais fortes, podendo persistir por até uma semana.
Alguns grupos populacionais correm maior risco de desenvolver complicações sérias. Entre eles estão pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, como pacientes em tratamento contra o câncer ou transplantados, além de idosos e crianças menores de cinco anos.
A Anvisa reforça que o suplemento não teve sua segurança comprovada para consumo. A orientação é que frascos do produto sejam descartados, mesmo que não apresentem sinais visíveis de alteração, pois a bactéria não é visível a olho nu.
A agência também recomenda que eventuais anúncios do suplemento em sites brasileiros sejam denunciados através de seus canais oficiais. A venda de qualquer item alimentar contendo Moringa oleifera é considerada irregular no Brasil.
A vigilância sanitária mantém o alerta para evitar que produtos sem registro ofereçam risco à população. Suplementos seguros devem ser fabricados apenas com ingredientes autorizados pela legislação.