Um erro em uma clínica veterinária em Vinhedo, no interior de São Paulo, levou uma paciente a pedir uma indenização na Justiça. Ela recebeu por engano uma injeção de uso veterinário que era destinada ao seu animal de estimação.
O incidente ocorreu durante uma consulta de rotina. A profissional de saúde animal trocou as doses e aplicou a substância na paciente humana. O erro foi classificado como lesão corporal culposa.
A vítima teve complicações e precisou de atendimento de emergência para monitorar os efeitos colaterais. As autoridades consideram o caso uma falha grave na identificação dos produtos.
Processo judicial
O pedido de reparação por danos morais e materiais soma cerca de R$ 52.357,18. A Justiça avalia se o valor é proporcional aos danos causados.
Na esfera criminal, a veterinária responsável optou por um acordo com o Ministério Público. Ela pagou uma prestação pecuniária equivalente a um salário mínimo. Esse pagamento, no entanto, não extingue a obrigação da empresa de reparar a vítima.
Produtos veterinários têm dosagens e compostos que podem ser tóxicos para humanos. A aplicação acidental pode causar reações alérgicas severas, toxicidade hepática ou choques anafiláticos.
Prevenção de erros
Para evitar erros, clínicas devem usar armários separados, etiquetas com cores contrastantes e protocolos de dupla checagem antes de qualquer aplicação. A identificação nominal de cada seringa preparada é um padrão internacional de segurança.
Quando um erro ocorre, a transparência na comunicação é fundamental. Assumir a falha, prestar socorro médico imediato e colaborar com a investigação são passos para reduzir o impacto negativo.
A vítima de um erro desse tipo deve documentar tudo: laudos médicos, prontuários, recibos de farmácias e registros de gastos. Guardar o histórico é essencial para fundamentar um pedido de indenização.
A recomendação é registrar um boletim de ocorrência e buscar orientação jurídica especializada. A responsabilização da clínica e dos profissionais envolvidos ajuda a manter padrões de excelência no atendimento.