A venda irregular da retatrutida, medicamento ainda em fase de testes para obesidade e diabetes, tem crescido na internet e nas redes sociais. A substância é apontada como uma possível alternativa mais potente que Ozempic e Mounjaro, mas ainda não foi aprovada para uso em nenhum país.
Na última sexta-feira (24), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre o caso. O órgão informou que a farmacêutica Eli Lilly, responsável pelo desenvolvimento da retatrutida, ainda não concluiu os estudos clínicos necessários. Até o momento, a empresa também não solicitou o registro do medicamento à Anvisa ou a outras agências reguladoras internacionais.
Apesar da falta de autorização, a substância é anunciada em sites e plataformas digitais como se já estivesse disponível para compra. A Anvisa afirmou que produtos com retatrutida já foram apreendidos em operações de fiscalização nas fronteiras do Brasil, por terem entrado no país de forma irregular.
A agência reforça que medicamentos sem registro sanitário não devem ser usados. Além dos riscos à saúde, a venda e a distribuição desses produtos são proibidas e podem configurar crime previsto na legislação brasileira.
Enquanto os estudos sobre a retatrutida seguem em andamento, a orientação é que pessoas interessadas em tratamentos para obesidade ou diabetes utilizem apenas medicamentos aprovados pelos órgãos reguladores e prescritos por profissionais de saúde habilitados.
Fiscalização em fronteiras
A Anvisa também destacou que as operações de fiscalização nas fronteiras brasileiras têm sido intensificadas. A entrada de produtos irregulares, como a retatrutida, representa um risco para a saúde pública. A agência continua monitorando o comércio ilegal da substância e orienta a população a denunciar qualquer anúncio suspeito.
