Goiás Lança Protocolo para Atendimento a Mulheres com Câncer de Mama
Na última quinta-feira, 23 de outubro, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) organizou um importante evento em Goiânia. O encontro reuniu gestores municipais e técnicos da área de saúde, além de representantes do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems-GO). O objetivo foi discutir a implementação da Linha de Cuidado do Câncer de Mama, que faz parte do programa Goiás Todo Rosa. A iniciativa conta com a colaboração do Instituto Natura e busca consolidar uma rede de atendimento oncológico integrada e humanizada no estado.
Durante a abertura do evento, o secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos, enfatizou a relevância do novo protocolo. Segundo ele, a criação de um atendimento padronizado para mulheres em Goiás é vital. “Estamos unindo gestores e profissionais de referência nacional para implantar, de fato, a Linha de Cuidado e o Protocolo do Goiás Todo Rosa. Isso proporcionará uma conduta uniforme desde o rastreio até o diagnóstico e o tratamento, o que deverá reduzir complicações e agilizar o atendimento, salvando vidas”, destacou.
O projeto prevê ainda a capacitação de agentes comunitários, médicos e equipes de saúde, além de investimentos em genética para promover prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e de ovário.
O médico mastologista Daniel Buttros, professor doutor da Unesp-Botucatu e vice-presidente da Comissão de Políticas Públicas da Sociedade Brasileira de Mastologia, ressaltou a importância do evento. Ele afirmou que o encontro é um marco para o sistema público de saúde, pois aproxima gestores e médicos, criando um protocolo prático e viável dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Buttros também expressou preocupação com o atual cenário, onde mulheres atendidas pelo sistema público correm maior risco de receber diagnósticos tardios. “É uma questão de dignidade. Nenhuma mulher deveria ter sua vida em risco por falta de acesso”, completou.
Ele ainda mencionou que o diferencial do projeto goiano é o foco na humanização do atendimento. “Cuidar com humanização não é apenas uma opção; é uma obrigação. Quem trabalha no SUS deve ter empatia e entender a necessidade de acolhimento, o que facilita a tomada de decisões responsáveis”, afirmou.
Ao final do evento, a superintendente de Políticas e Atenção Integral à Saúde, Amanda Limongi, reiterou que o intuito é transformar o programa em uma política permanente e eficaz. “É essencial que cada profissional de saúde saiba exatamente o que fazer para que todas as mulheres recebam o melhor atendimento possível. A Linha de Cuidado vai ajudar a orientar o fluxo entre os diferentes níveis de atenção e contribuir para a diminuição da mortalidade por câncer de mama em Goiás”, destacou.
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